Maior parte dos comerciantes espera repetir ou superar o resultado do ano anterior

 

A procura por brinquedos, roupas e passeios nas semanas que antecedem o 12 de outubro coloca o Dia das Crianças entre as datas de importante movimento no varejo durante o segundo semestre. Em Flores da Cunha, os lojistas associados à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Flores da Cunha) chegam ao período com a expectativa de sustentar o ritmo de vendas do ano anterior. Na pesquisa realizada pela entidade, 78% dos empresários avaliam que o desempenho deve ficar no mesmo patamar de 2025, e outros 11% apostam em crescimento.

Ao projetar o resultado em percentuais, mais da metade dos participantes (56%) prevê faturamento equivalente ao do ano passado, enquanto 22% estimam incremento, dividido entre as faixas de até 5% e de 6% a 10%. Em relação ao valor de cada compra, a faixa de R$ 100 a R$ 200 concentra a maior parte das respostas (44%).

Para atrair o cliente, quase 80% dos estabelecimentos consultados prepararam iniciativas específicas para a data. As ações dentro das lojas predominam, seguidas por campanhas de divulgação. “A pesquisa mostra lojistas preparados, que planejam ações dentro das lojas para receber as famílias e potencializar as oportunidades de consolidação de negócios, valendo-se de diferenciais pelos quais o varejo físico se destaca, entre eles o atendimento qualificado e facilidade de comprar, com agilidade, perto de casa”, aponta o presidente da CDL Flores da Cunha, Jasser Panizzon.

 

Consumidor gaúcho prefere comprar no comércio local

No cenário estadual, segundo uma pesquisa feita pela Federação Varejista do RS, 60% dos entrevistados confirmam a intenção de presentear na data e 16,7% ainda avaliam a possibilidade. O gasto médio previsto é de R$ 240, de acordo com esse levantamento. Os brinquedos lideram a lista (43,2%), seguidos por vestuário e itens de cuidado pessoal (22,5%). Na maioria das famílias, a escolha é compartilhada: para 75,7% dos entrevistados, a criança influencia de alguma forma na definição do presente.

A pesquisa também evidencia o peso do comércio de proximidade. Formatos de compra local são citados por 85,4% dos consumidores, com destaque para as lojas de rua no centro (50,9%), e o atendimento é o principal critério na escolha do estabelecimento, apontado por 52,9%. A maioria dos consumidores (61%) pretende ir às compras na semana da data ou na véspera – o que deixa em aberto o cenário de oportunidades para o varejo.

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