Alta dos combustíveis e tributações, uma relação onde todos perdem

17.02.2021

CDL está preocupada com a situação e se solidariza com os consumidores

Ainda estamos em fevereiro e já foram anunciados três aumentos para a gasolina e dois para o diesel em 2021, o que acarreta uma alta acumulada de 22%. Em Flores da Cunha, o preço da gasolina comum ultrapassa os R$ 5. Mais do que mexer no bolso do consumidor, o preço da gasolina também gera questionamentos sobre o que engloba e acarreta tais reajustes. A CDL, preocupada com a situação, se solidariza com o consumidor e expõe algumas questões.

No último reajuste, realizado em 9 de fevereiro, as distribuidoras anunciaram um aumento de 1,37% na gasolina aditivada; 1,83% na comum; e 1,39% e 3,16% no diesel S10 e S500, respectivamente. Isso impactou em um aumento entre R$ 0,08 a R$ 0,13 no preço para o consumidor final.

No Brasil, o preço final do combustível que chega as bombas é composto por uma série de impostos que representam cerca de 45% do valor da gasolina, por exemplo:

1- 42,44% custo de produção, adição de etanol, distribuição e frete.

2- 15,49%% impostos e taxas Federais: CIDE, PIS/PASEP e COFINS.

3- 30% imposto estadual ICMS, que incide sobre o preço médio de bomba praticado no RS, ou seja, com os aumentos de fevereiro, no dia 1º de março já teremos novo reajuste de preços em virtude de "adequação" do ICMS

4- Até 12,7% margem bruta dos postos de combustível.

Os revendedores, fundamentais para que o combustível chegue em quem mais precisa e que depende do volume de vendas, sofrem com os sucessivos aumentos e a alta tributação, uma vez que os preços estão se tornando impraticáveis ao consumidor, obrigando-os a diminuir o consumo do produto. Essa é uma relação onde todos perdem.

Com informações do Posto do Elio de Flores da Cunha